Rede Espirita
Entrevista com Leonardo Machado

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O jovem Leonardo Machado (PE) tem realizado um trabalho intenso em prol da doutrina espírita. Estudante de Medicina, palestrante espírita, escritor e compositor de músicas eruditas. Leonardo ainda encontra tempo para ser articulista de periódicos na imprensa espírita e geral, alem de ser colaborador da Associação Médico-Espírita do Estado de Pernambuco (AME-EPE), autor dos livros: “Quando a Terra imita os céus”, e “A Sabedoria de Sócrates e o Cristianismo Redivivo”

Leonardo esteve recentemente em Fortaleza onde proferiu o seminário Espiritismo e Sexualidade, no Centro Espírita Aurora Redentora e a equipe de comunicação da FEEC o entrevistou.

Abaixo segue o teor da conversa:

FEEC - Como descobriu a doutrina espírita e o que fez você abraçá-la?

LM - Na verdade, tive a felicidade de poder renascer no seio de uma família espírita, aprendendo desde cedo as lições cristã-espíritas no Evangelho no lar, na Evangelização infanto-juvenil e junto ao Núcleo Espírita Investigadores da Luz - NEIL, em nossa cidade natal, Recife.


FEEC - O que mudou em tua vida após tornar-se espírita?

LM - Não consigo imaginar a minha vida sem a base que a Doutrina Espírita me deu desde tenra idade. Lembro-me que, ainda muito criança, parecia já conhecer os seus postulados, de tal modo que me sentia como que em um reencontro. Desta maneira, tenho dedicado toda a minha vida-juventude à divulgação de seus princípios iluminadores.


FEEC - Qual a contribuição que o espiritismo pode dar a medicina e vice-versa?

LM - Em nossa visão, a primeira e maior contribuição do Espiritismo às Ciências da Saúde em geral é promover uma compreensão mais adequada dos ensinos de Jesus, possibilitando um exercício da profissão mais pleno de amor e de sabedoria. Com isto, cuidar-se-á melhor, além das esferas biológica e social, bem postas pela medicina convencional, do aspecto psíquico do ser. Além disto, com as suas explicações acerca da espiritualidade, abre espaço para um cuidar também do campo transcendente do indivíduo.

Saliento, no entanto, que a Doutrina Espírita não é a única que tem esta função, já que muitos de seus postulados, inclusive na sua feição de Cristianismo Redivivo, encontram-se, pelas misericórdia e sabedoria Divinas, espalhados por nobres pensamentos do mundo, notadamente os orientais. Outrossim, enfatizo as ciências da saúde porque o compromisso de promover saúde integral, e não somente de combater doenças, é de todos aqueles que lidam nesta área.

A medicina acadêmica, por sua vez, mostra-nos a importância do corpo no binômio saúde-doença. SOMOS espíritos (não temos um) que, por meio de nosso corpo espiritual, ou perispírito, estamos ligados a um corpo. Este, porém, durante os momentos em que estamos ligados à vida material, faz também parte de nós, embora não seja a nossa essência. Igualmente, demonstra-nos na prática a verdade do postulado de Kardec, quando este disse que o Espiritismo anda ao lado da ciência, em uma atitude de parceria, de soma, e não de confronto, de divisão. Particularmente, muito aprendi nestes aspectos durante o curso médico.


FEEC - A medicina já começou a aceitar os postulados espíritas ou isso ainda está longe? O que fazer para aproximar ambas?

LM - Os princípios da bioética médica - Autonomia, Não-Maleficência, Beneficência e Justiça/Eqüidade – nos falam de uma grande aproximação com os postulados cristão-espíritas. Além disso, a atual necessidade de se levar em conta o contexto religioso e cultural do paciente, antes de se dar diagnósticos em psiquiatria, vem mudar a mentalidade da primeira metade do século passado em que o Espiritismo era visto, por variados médicos, como fator de risco para a gênese da loucura. De igual maneira, as pesquisas científicas, especialmente as americanas, que demonstram a importância da espiritualidade no cuidar são um grande avanço.

No nosso país, em particular, o funcionamento de hospitais, mormente psiquiátricos, em que a terapêutica espiritista é aliada à médica é animador. Estive, por exemplo, em julho de 2009, ministrando um seminário sobre obsessão e transtornos neuropsiquiátricos no Hospital Psiquiátrico Bom Retiro, administrado pela Federação Espírita do Paraná, e fiquei encantando com o andamento do trabalho. Outrossim, o labor de nobres cientistas brasileiros, muitos deles espíritas, com pesquisas de valor científico cada vez maior, teses de doutorados, dissertações de mestrados e apresentações em congressos médicos não espíritas representam um grande avanço. Igualmente, o trabalho incansável da Associação Médico-Espíria do Brasil (AME-Brasil) com as suas diversas AME’s estaduais tem gerado resultados animadores. Em outubro de 2009, por exemplo, a AME do Estado de Pernambuco, presidida pela Dra. Rozane Rocha, realizou o primeiro simpósio sobre saúde e espiritualidade no auditório da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Universidade de Pernambuco (UPE), onde estamos finalizando o curso médico. Eu e o Dr. Adeíldo Simões, que é médico neonatologista com livro na área e professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), revezamo-nos nas exposições. Aqui no Ceará, da mesma forma, estive há alguns anos visitando um curso regular na Universidade Federal do Ceará (UFC) sobre espiritualidade e relações com a saúde e, entusiasmado, vi a sala de aula repleta de estudantes de medicina. Enfim, as perspectivas são animadoras.

Apesar disto, ingênuo seria pensar que ensinamentos mais particulares, como a imortalidade da alma, as influências espirituais e a reencarnação, estão declaradamente aceitos pelos cursos médicos. O futuro, porém, é promissor porque não só somos nós espíritas que estamos na frente deste trabalho, mas igualmente invulgares pesquisadores de várias partes do mundo que nenhuma relação têm com o Espiritismo. De nossa parte, podemos e devemos continuar exercendo uma medicina mais cristã-espírita e trabalhar ao lado da, e com a ciência.


FEEC - Atualmente os jovens descobrem a sexualidade cada vez mais cedo e muitas vezes por falta de orientação acabam se perdendo, como os pais podem colaborar para a correta formação sexual dos filhos?

LM - Na verdade, para a Doutrina Espírita, a sexualidade é uma energia inerente ao universo, à vida e ao espírito, e tem na estrutura neuro-hormo-genital do corpo físico uma de suas formas de manifestação. Sendo assim, desde o berço, o indivíduo traz a herança desta força, que o acompanha e que orienta a sua evolução, partindo dos primeiros reinos da natureza até às diversas reencarnações no domínio hominal. Natural, portanto, será o desabrochar mais intenso desta esfera da existência, já que ela é algo intrínseco à condição espiritual do ser. Normalmente, esta fase se dá no período da puberdade em que o sistema neuro-hormonal possibilita tal fenômeno, muito embora, na atualidade, vê-se, cada vez mais, uma precocidade deste processo.

Cabe aos pais, pois, uma abordagem orientadora. E, para que esta se torne mais efetiva e equilibrada, necessário será que estes trabalhem seus próprios tabus e preconceitos para que possam abordar o tema com naturalidade. Ao invés de barreiras, anedotas, palavreado impróprio, exibição de aberrações e histórias fantasiosas, o respeito e a responsabilidade que a temática exige, adequando a quantidade e o conteúdo das informações com o nível de entendimento da criança e do adolescente.

Deste modo, concordamos com o médico, e amigo, Dr. Alberto Almeida, quando em suas falas o psicoterapeuta afirma que “a dificuldade não está nos filhos, está nos adultos que não têm liberdade interior para abordar” a questão do sexo do modo adequado.


FEEC - Os meios de comunicação cada vez mais exploram a sexualidade. Como evitar essa influência perniciosa?

LM - A influência descompassada das mídias nas questões sexuais, fala-nos de uma falha no relacionamento familiar, notadamente entre pais e filhos. A lacuna deixada pelos genitores neste campo faz com que os jovens procurem informações e formação de opiniões fora do lar. Geralmente, esta é encontrada com outros colegas, igualmente desinformados, ou através dos meios de comunicação, mormente a internet, as revistas de nudez, os canais especializados em aberrações do sexo e formadores de opinião que, despreparadamente, não conseguem formar nem suas próprias opiniões. Tudo isto possibilita ao jovem uma visão periférica da sexualidade, quando não doentia. Penso que é preciso uma ação paternal educadora, no sentido de preencher este vazio.

A melhor maneira de se evitar uma influência perniciosa qualquer é influenciar positivamente, fazendo com que esta sobrepuje aquela. Desta maneira, do mesmo modo que a educação geral deve começar desde a vida uterina, a abordagem educativa sobre as questões da sexualidade precisa se iniciar o quanto antes. Neste sentido, o Espiritismo pode proporcionar aos educadores uma fonte de informações saudáveis e profundas sobre o tema.


FEEC - A literatura espírita possui poucas obras abordando as questões da sexualidade. Por que diante que uma questão tão relevante produz-se pouca informação para orientar jovens e pais?

LM - Allan Kardec abriu o espaço, especialmente com as questões 200, 201, 202 e 822 de “O Livro dos Espíritos”. André Luiz e Emmanuel, através de Chico Xavier e também de Waldo Vieira, foram pioneiros com as pérolas contidas em “Sexo e Destino” e“Vida e Sexo”, respectivamente. Desde então, temos sido brindados pelo além com livros que contém belíssimas e profundas informações – “Sexo e Obsessão”, por Manoel Philomeno de Miranda/Divaldo Franco; “Educações e Vivências”, por Camilo/Raul Teixeira; “Adolescência e vida”, por Joanna de Ângelis/Divaldo Franco -, para citarmos alguns. Vale ressaltar, ainda, que estudiosos encarnados também conseguiram ampliar a temática de modo valoroso.

Penso que já temos bastante material para meditar e vivenciar. Muitas questões particulares podem e devem ser deduzidas dos princípios gerais que estas obras contêm.

Será sempre salutar, porém, ampliar, de modo equilibrado, os estudos nesta e em outras temáticas, produzindo novos livros, seminários e espaços de reflexão.


FEEC - Verifica-se atualmente uma crescente participação de pessoas que se dizem homossexuais, bissexuais, pessoas que fazem operações para mudar de sexo ou que adotam comportamento oposto ao as características sexuais do corpo físico. O que está acontecendo com a humanidade? Isso é um processo natural ou uma fase de transição?

LM - O fenômeno da homoafetividade - conforme a atual denominação de alguns - é tão antigo como o mundo. Do mesmo modo, o são os distúrbios variados que existem, tanto nesta orientação sexual, como nos domínios da heterossexualidade.

Em primeira análise, é preciso compreender que homossexualidade, bissexualidade, travestismo, transexualismo, entre outros, não são sinônimos, não devendo ser colocados no mesmo patamar, mesmo que, às vezes, tenham pontos de ligação em alguns indivíduos.

De igual modo, homo ou heterossexualismo não indicam por si mesmos, saúde ou doença, equilíbrio ou promiscuidade, mas sim a vivência do indivíduo da sua energia sexual nesta ou naquela condição. Por isto mesmo, os indivíduos não podem ser rotulados positiva ou negativamente pelo exterior.

Do ponto de vista médico, há patologia quando há egodistonia, ou seja, quando o ser não se aceita e/ou sofre intensamente pela sua orientação sexual, muitas vezes caindo nas tramas do suicídio e/ou de outros transtornos psiquiátricos.

É sempre desafiador verificar as causas da homoafetividade.

Para tanto, as ciências da psique, através de diversos estudos, elucidaram muitos porquês. Abusos sexuais na infância, relacionamentos conturbados entre marido e mulher e rejeições parenterais do sexo dos filhos, quando estes queriam outro, são apenas algumas das inúmeras etiologias levantadas por aquelas.

A Doutrina Espírita vem dar grande contribuição para o entendimento desta condição, explicando que o espírito, em si mesmo, não é homem ou mulher, sendo na verdade dotado destas duas polaridades sexuais em seu psiquismo. Pode, pois, reencarnar em uma ou em outra condição para poder experienciar situações inerentes a cada sexo, quer seja por necessidades expiatórias, por motivos provacionais, ou mesmo missionárias. Ou seja, o que indicará o pólo sexual em uma vida são as necessidades reencarnatórias daquela existência e não uma opção fortuita.

Sendo assim, diversos benfeitores, como Camilo, Emmanuel e Joanna de Angelis, esclarecem que o fenômeno da homossexualidade pode também, além das causas explicadas pelas ciências da Terra - e estas poderiam acontecer tanto nesta existência, como em outras -, ser resultado de ardilosos processos obsessivos, além de poder ter motivos expiatórios, quando indivíduos que abusaram das faculdades genésicas são impelidos a ficar em um corpo morfologicamente oposto, como uma verdadeira prisão-escola. Nestes casos, certamente há muitos conflitos. Apesar disto, há situações em que não há transtornos ou desequilíbrio. Imagino, por exemplo, que há situações de prova em que espíritos que se amam podem, por variados motivos, estar com indumentárias similares. O amor entre eles não irá se desvanecer.

Como seja, de um ou de outro modo, como esclarece Camilo, “amar jamais será desaconselhável seja entre quem for; não, obstante, o homossexual não necessitará mergulhar nos pântanos da pederastia, tampouco as homossexuais carecerão perder-se nos viscos do lesbianismo, nas voragens da relação carnal” (Educação e Vivências, através de Raul Teixeira, capt. 10).

De nossa parte, caber-nos-á sempre o respeito, traduzido por compreensão e esclarecimento oportuno, e aliado ao acolhimento fraterno de todo e qualquer irmão em nossas Casas Espíritas, seja ele hetero ou homossexual.


FEEC - Apesar de tanto se falar em autoconhecimento por que é tão difícil olharmos para dentro de nós mesmo?

LM - Tal dificuldade traduz a força do orgulho e do egoísmo em nós, traduzido em desejo e apego, e aliado à ilusão que experienciamos em nossos conceitos periféricos e limitados. Se nos dermos conta que o Reino de Deus está dentro de nós, conforme ensinou Jesus, passaremos a não negligenciar o valor da reflexão-estudo, da meditação-oração e da ação-amor. Vale à pena, pois, refletir sempre na questão 919 de “O Livro dos Espíritos”, porém de modo completo e verificar as dicas práticas que Santo Agostinho dá para a busca do conhecimento de si mesmo – refletir interrogando a própria consciência; colocar nossas atitudes em outrem e verificar se gostaríamos de recebê-la, ou se aprovamos o que vemos; aceitar a opinião de pessoas queridas; e não negligenciar o que dizem os supostos inimigos nossos.


FEEC - Por que o movimento espírita dá tão pouca atenção às crianças e jovens? Por que temos tão poucos livros dedicados a este público que será o futuro da humanidade?

LM - O espírito Vianna de Carvalho esclarece que a dificuldade na abertura de espaço aos jovens, muitas vezes, tem as suas raízes nos egoísmo, prepotência e orgulho de muitos companheiros das lides espíritas que, embora mais experimentados, tornam-se obstáculos, conscientes ou não, da gerações novas, por temerem a perda de espaço, de cargos e de suposto poder (mensagem psicografada por Divaldo Franco e contida em um opúsculo da FEB, quando da comemoração de 30 anos da campanha permanente de Evangelização Espírita Infanto-Juvenil). Particularmente, concordamos com a nobre entidade das terras de Icó, verificando isto na prática.

Por outro lado, em nossas visitas em palestras e seminários por alguns estados em que tivemos a honra de divulgar o bem, tivemos a ocasião de ver variadas instituições repletas de jovens amadurecidos e alegres, e, por isto mesmo, com excelentes perspectivas futuras. Chamou-me a atenção, em especial, a força da juventude espírita em duas localidades opostas em que estive por compromissos na oratória, um pequeno município de um interior de Pernambuco e a cidade de Londres, na Inglaterra.

Com relação aos livros para este público, penso que o número está aumentando. Estive em 2008 lançando nosso segundo livro no stand da ADELER, pela IDE, na Bienal de São Paulo, e fiquei encantado com o espaço que o livro espírita infantil está conseguindo ter. Livros atraentes e interativos, com edições impecáveis e lançamentos que chamavam a atenção da criançada, através de bonecos, contação de histórias e diversos recursos saudáveis da modernidade. Penso que, depois do pioneirismo de alguns espíritos por intermédio de Chico Xavier, estamos em um momento de crescente expansão do movimento espírita, também nesta área. Teremos que ter, no entanto, sempre carinho pela qualidade do conteúdo. O dever de passar os postulados espíritas de modo cristalino se reveste de especial necessidade, tendo em vista a fase delicada que o espírito está a passar.

Para a mocidade, no entanto, a quantidade, certamente, poderia ser mais ampla. Em que pese isto, aos espíritos Ivan de Albuquerque (Cântico da juventude, psicografia de Raul Teixeira) e Joanna de Angelis (Adolescência e Vida, psicografia de Divaldo Franco) coube a tarefa de nos enviar verdadeiras pérolas no assunto.

Como seja, competirá a todos nós a ampliação destes espaços, com amorosidade e equilíbrio.


FEEC - Que tipo de trabalho as casas espíritas poderiam desenvolver com crianças e jovens para ajudá-las na sua formação moral?

LM - Envolver as crianças e os jovens com os postulados libertadores da Doutrina dos Imortais é de invulgar importância, não só para formar novos continuadores da divulgação espiritista, mas igualmente para esclarecer a melhor vivência de inúmeros espíritos que, como nós, estagiam nesta fase da vida. Mesmo que das mocidades espíritas não apareçam futuros trabalhadores da causa, a semente para se formar novos homens de bem estará plantada nos solo fértil dos corações.

Penso, portanto, que a Evangelização-Mocidade nossa de cada dia deverá sempre ter seu lugar nas Instituições Espíritas. Além disto, procurar promover a maior integração dos moços na Casa Espírita, por meio, por exemplo, de estágios em diferentes setores do Centro. Outrossim, integrar os próprios jovens, fortalecendo seus vínculos de amizade, através de encontros de lazer salutares, fora e/ou dentro do Lar Espiritista. Em igual importância, serão os momentos de maiores aprofundamento e vivência do Espiritismo, quais sejam os seminários, os encontros espíritas no período carnavalesco e as campanhas de ação social.

Procurar criar espaços atrativos sem os atrapalhos que encontramos no mundo é o grande desafio da atualidade para aqueles que estamos interessados com o desenvolvimento da infância e da mocidade espíritas.

Juventude é energia. Para muita energia, muito trabalho. Para muito trabalho, norte seguro. Para bússola precisa, muita disciplina e amor.


FEEC - Pediríamos para você deixar uma mensagem final aos nossos leitores

LM - Se algo podemos dizer, pediríamos a permissão para nos dirigir, especialmente, aos queridos (as) amigos (as) de juventude. E dizer da alegria que é ser espírita; da força que obtemos com o trabalho no bem; e do potencial que todos nós, nas diversas faixas etárias, temos de fazer uma Terra diferente.

Se queremos mudar o mundo, comecemos a mostrar ao mundo, através de nossas vidas e de nossas falas - aqui colocada em um sentido amplo -, propostas libertadoras, como as apresentadas pela Doutrina Espírita.

Sempre há tempo, se dermos o nosso tempo, e o amanhã poderá ser um continuar, ao invés de somente um iniciar.

Leonardo Machado Tavares, Fortaleza - 07/02/10

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